23 junho, 2011

Campinas tem casos suspeitos de E.coli, bactéria tem a capacidade de furar a parede do intestino. Doentes viajaram recentemente para a Alemanha.

Segundo Brigina Kemp é preciso reforçar a necessidade de medidas básicas de higiene: lavar bem as mãos, os alimentos e, de preferência, cozinhar frutas e verduras.

Médicos de postos de saúde e hospitais de Campinas, a 93 km de São Paulo, estão em alerta após a suspeita de contaminação da bactéria 'Escherichia coli' por duas pessoas que estão na cidade. Segundo a Secretaria de Saúde, dois moradores da cidade, um deles, um professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apresentaram sintomas após viajar para a Europa, onde a bactéria causou um surto com registro de mortes.

escherichia coli - O surto da bactéria E.coli que atinge a Alemanha mata a primeira criança, uma vítima de dois anos que morreu por conta da bactéria na cidade de Hannover, elevando para 37 o número de mortosSegundo a Secretaria de Saúde, os pacientes passaram por exames que foram encaminhados para o Instituto Adolfo Lutz, na capital, para a confirmação da contaminação. O resultado da análise não tem previsão de ser divulgado.

Em nota, o Ministério da Saúde recomenda que pessoas em viagem internacional, principalmente aos países da Europa e aos Estados Unidos, não devem comer alimentos crus, sobretudo vegetais e produtos de origem animal. Não há nenhuma recomendação de restrição de viagem e é importante seguir as orientações das autoridades de saúde do país visitado. Além disso, o governo afirma que, mesmo com a suspeita em Campinas, “não há risco de surtos no Brasil a partir destes casos”.

Segundo a coordenadora de Vigilância Epidemiológica Brigina Kemp, é possível a transmissão entre as pessoas e também por meio de alimentos contaminados. “Outras pessoas que tiveram contato com quem chegou de viagem também devem tomar cuidado”, disse a especialista.

O tipo raro de E.coli tem a capacidade de furar a parede do intestino, onde libera toxinas. Alguns pacientes necessitam de cuidados intensivos, como diálise. Segundo Brigina é preciso reforçar a necessidade de medidas básicas de higiene: lavar bem as mãos, os alimentos e, de preferência, cozinhar frutas e verduras. As medidas evitam também futuras transmissões.

Autoridades de saúde da Alemanha qualificam como a epidemia mais mortal   No surto de E.coli, um quarto dessas desenvolveu uma complicação chamada Síndrome Hemolítica Urêmica (SHU), que afeta o sangue, os rins e o sistema nervoso

Fonte: G1