18 agosto, 2011

Caminhar pelo menos 30 minutos retarda envelhecimento mental em mulheres

Segundo estudo, atividade física diária pode adiar declínio cognitivo em até sete anos

Estudo realizado pela Foundation of Public Health at Mutuelle Generale de 42-19759242l'Education Nationale in Paris, França, mostra que mulheres mais velhas que praticam atividades físicas apresentam menor declínio cognitivo do que as mais sedentárias. Os resultados foram publicados no periódico Archives of Internal Medicine.
Aproximadamente 2800 mulheres de 65 anos ou mais foram examinadas. Todas elas possuíam alguma doença cardiovascular ou, ao menos, três fatores de risco - elementos que substancialmente aumentam o declínio cognitivo.
No começo do estudo, as voluntárias responderam a questionários sobre as atividades físicas que praticavam, como caminhada, bicicleta e, até mesmo, subir escadas. Então, foram divididas em cinco grupos, baseados em seus níveis de atividades físicas. Dois anos depois, elas responderam o mesmo questionário.
Elas também passaram por uma bateria de testes cognitivos diversas vezes, desde o começo do estudo até mais de cinco anos depois. Os testes mediram a memória verbal, facilidade para cumprir tarefas e outras habilidades mentais.
Os resultados mostraram que as mulheres dos dois grupos mais ativos tiveram taxas substancialmente mais baixas de declínio cognitivo do que aquelas dos grupos que menos praticavam exercícios.

Para os pesquisadores, uma caminhada de meia hora por dia pode retardar o envelhecimento mental em até sete anos. Isso porque estudos anteriores mostraram que existe uma relação entre risco cardíaco e declínio cognitivo, embora pouco ainda se saiba sobre o assunto.

Lazer que protege a mente
Outro estudo, publicado pelo periódico Neurology, jornal oficial da Academia Americana de Neurologia, revela que

as atividades de lazer entre os idosos são capazes de proteger o cérebro da perda de memória.
Quase 500 americanos com idades entre 75 e 85 anos sem problemas cognitivos foram estudados por uma média de cinco anos. Os pesquisadores avaliaram periodicamente o nível de participação dos idosos em seis diferentes atividades de lazer: leitura, escrita, palavras cruzadas, jogos de tabuleiro ou cartas, reuniões para discussão em grupo, e hábito de tocar um instrumento musical.

Durante o estudo, cerca de um quinto dos voluntários desenvolveu um quadro de demência, e a velocidade da perda de memória foi menor entre os idosos que tinham mais atividade de lazer, independentemente do nível educacional.
Vivemos numa época em que esperamos viver muitos e muitos anos, graças aos grandes avanços da ciência. Sabemos que muito de nossa estrutura cerebral modifica-se com o envelhecimento, mas também já sabemos que essas alterações não provocam necessariamente perdas da função cerebral.

É como se fosse um cabo-de-guerra: de um lado o envelhecimento cerebral e de outro uma série de estratégias já bem conhecidas que podem fazer com que as perdas sejam menores ao longo dos anos.
Dentre essas estratégias, as atividades de lazer podem ser colocadas lado a lado com uma dieta saudável e atividade física e intelectual, todas elas voltadas para uma mesma direção: aumentar nossa reserva cerebral. Quem tem muita reserva pode até perder um pouquinho que não sentirá tanta falta e o nível educacional é um dos fatores mais importantes dessa nossa reserva.

O presente estudo não é o primeiro a revelar que o lazer tem efeito protetor sobre o cérebro. Não podemos esquecer que o tipo de lazer pode fazer a diferença. Uma das pesquisas revelou que várias atividades de lazer foram positivas ao estado cognitivo dos idosos, mas já o tempo em que eles passavam em frente à TV teve impacto negativo.

Fonte: MinhaVida